Produtividade em tempos (internos)

Quando falamos sobre produtividade há inúmeras coisas que posso pensar e abordar: desde como ser mais produtivo com melhores técnicas para tal feito a uma constatação de que o trabalho tem ganhado outro sentido na sociedade pós moderna. No fundo, minhas constatações mostram que há pessoas preocupadas – e tem suas razões – em ser mais produtivas, e penso que aqui a produtividade se encontra com uma ideia de criatividade. Mas vejo também uma necessidade de questionar sobre qual o futuro do trabalho nesse mundo em transformação, ainda mais agora, em quarentena pelo COVID-19.

Bom, meu feito aqui é falar sobre algumas possíveis implicações individuais da produtividade. Deixo claro, de antemão, que minha ideia é um mix de ‘olhar pra si com um tom mais reflexivo’.

  1. Quando mais você corre mais próximo do colapso nervoso você fica.

Essa ideia traz uma implicação intensa, porém, verdades sejam ditas. Quando mais corremos mais ansiosos ficamos, e, mais vamos nos dando desculpas de “mais isso precisa ser feito… ah não, isso aqui não posso abrir mão”. E sim, é um saco lidar com tantas exigências (externas e internas), mas em algum momento você vai precisar ajustar o ritmo. A onda de consequências são: ou você vai ter algum colapso nervoso (burnout) ou algo no estilo (ataque de ansiedade ou pânico); ou, ainda, em algum momento você vai querer chutar o balde e largar tudo. E, caro leitor, venhamos que nenhuma dessas parece ser uma boa saída.

  • Eleja as SUAS PRIORIDADES

Eis que aqui aparece uma palavra central para se olhar: PRIORIDADE. O que, de verdade, é prioridade no seu trabalho? Qual negociação você consegue ter com o que precisa ser feito? E claro que essa negociação depende se você é chefe ou subordinado, ou seja, das relações de poder e que lugar você ocupa nelas no seu trabalho. Então, dependendo da sua condição de poder negociar consigo mesmo ou com outras pessoas o que é ou não prioridade (leia-se: importante), pode-se tomar algumas estratégias.

Mas, de toda formas, você pode contar com sua autonomia (emocional) de escolher o que te traz mais ou menos angústia/sofrimento/aflição. Por exemplo: digamos que você trabalha em uma produtora audiovisual sendo videomaker. Provavelmente você tem um superior, que tem outro superior, que depende dos pedidos de clientes dessa empresa. O que, dentro dessas possibilidades, você pode elencar como possível para você? Bom, você sabe que depois do almoço bate aquele sono e você não dá conta de ser muito criativo, mas você dá conta de buscar umas referências interessantes na base de dados que você sempre acessa. Então a dica é usar o modo “automático” a seu favor. Usar aquele momento de manhã que você está inspirado e mais disposto, para fazer os detalhes mais complexos do trabalho.

É sobre isso que temos autonomia. E sobre essa negociação entre as exigências externas e suas possibilidades internas que temos escolha.

Se pudesse dar uma dica de tudo isso que já leu, caro leitor que tenha lido até aqui, é não se cobre tanto.

A produtividade também tem a ver com reconhecer o que já fez, com o que está e vem fazendo. E aceitar que tudo isso, que seja somente pra você mesmo, já isso já é suficiente.
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