A euforia passou e agora? Vivendo no exterior

Então chegou no país, se instalou, reconheceu o ambiente, o clima, a escola que irá estudar, e toda aquela expectativa e euforia inicial vão diminuindo e passado um tempo percebe-se que não havia ninguém para compartilhar o dia a dia tão diferente. E veio um sentimento de estar sozinho.

São tantas mudanças que há quem duvida da própria capacidade de passar por esse processo, num estresse emocional de lidar com uma casa nova, provavelmente compartilhada com outras pessoas desconhecidas, com o receio de faltar dinheiro, buscando um trabalho ou em um trabalho fazendo algo completamente novo ou “abaixo” do que fazia na sua profissão, se vendo como estudante de uma língua com variações locais ao mesmo tempo em que tenta compreender e aceitar que tudo isso faz parte da sua nova realidade do momento.

Esses acontecimentos demandam muita energia e muitos sentem de encontrar um jeito para lidar com suas emoções. E sim, pensa-se: com o tempo passa. E claro, o tempo melhora algumas coisas sim, mas traz outros questionamentos também. A saudade começa a apertar, a rotina no novo país acaba com a euforia e o glamour inicial. Você percebe quais suas possibilidades de viver ali e a se questionar se é o tipo de vida que você quer manter. Há sempre muitas coisas em jogo, ganhos e perdas em uma balança que nunca se equilibra e os até as pessoas mais tranquilas ficam bem irritadas por lidar com essas incertezas.

Esperar que as coisas se ajeitem é uma sabedoria, mas que pode ser acompanhada de um suporte mais firme para que não fique o sentimento de poderia ter sido diferente ou que sua saúde mental se abale completamente. Assumir seus limites e pedir ajuda também faz parte de todo processo de mudança e descobertas.

Vamos juntos?

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